“Pharos” é o personal trainer robô português

Ângelo Costa junto ao robô “Pharos”, que promete ajudar os idosos a
manter uma vida ativa e, ao mesmo tempo, ser uma companhia
Foto: Direitos Reservados

Delfim Machado

Dois investigadores da Universidade do Minho (UMinho) participaram na criação do primeiro robô personal trainer para idosos do Mundo. Chama-se “Pharos” e ainda não está a ser comercializado, mas promete promover o envelhecimento ativo e combater a solidão na terceira idade através do exercício físico.

O projeto envolve a UMinho e os politécnicos de Alicante e Valência. É em Alicante, aliás, que se encontra atualmente a primeira versão do “Pharos”, depois do seu software ter nascido no “Synthetic Intelligence Lab” do Centro Algoritmi da UMinho, pelas mãos dos investigadores Ângelo Costa e Paulo Novais. “O que nós fizemos foi um sistema de personalização do robô para o treino de pessoas idosas”, resume Ângelo Costa.

Na prática, o que os investigadores criaram foi o software que permite que o “Pharos” seja um personal trainer, uma vez que o humanoide, a “carcaça”, é a do robô comercial “Pepper”, que está a ser comercializado para empresas a partir do Japão. Pegando no “Pepper”, os investigadores introduziram-lhe o software de inteligência artificial com um mecanismo de apoio à decisão. Desta forma, o software lê o estado de saúde e o perfil do utilizador antes de construir um plano de exercícios personalizado e ajustável às necessidades do idoso que o utiliza. Nasceu assim o “Pharos”.

Ao todo tem 21 exercícios que abrangem quatro áreas em vários níveis de dificuldade: o balanço, a força, a flexibilidade e o sentar. Ao ser utilizado, numa primeira fase, o robô avalia se a capacidade física do idoso está dentro dos limites genéricos. Depois, consoante os movimentos captados através de câmaras, agiliza um plano de treinos que vai aprimorando à medida que a relação entre utilizador e robô se fortalece. “Ele reporta quão bem ou mal a pessoa fez o exercício, a partir daí é registada essa performance e é feita uma nova personalização”, explica o investigador português.

Ajuda no combate à solidão

Ao mesmo tempo, a evolução da capacidade física é registada, permitindo que uma degradação da condição do idoso seja detetada, alertando para um possível problema de saúde. Todos os exercícios são exemplificados no tablet negro situado no peito do pequeno “Pharos” para que o idoso possa aprender de forma correta.

Para além disso, o “Pharos” tem um aspeto amigável e comunica com o idoso, o que possibilita o combate à solidão na terceira idade. Ainda não está a ser comercializado porque os responsáveis querem melhorá-lo e adicionar interatividade com os objetos que o rodeiam. No entanto, é certo que funciona, e “funciona bastante bem”, assegura o investigador da UMinho.

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