Será que tenho talento para empreender ?

Foto ilustrativa – Créditos: Skeeze

 

Lembrando que o CREF-MA e o SEBRAE-MA assinaram convênio para oferta de cursos sobre empreendedorismo, visando dotar os empresários da área de fitness – academias de ginástica e musculação -, de ferramentas que os possibilitem bem administrar seus negócios, promovendo a geração de renda e empregos.

Dentro desse processo de ensino da arte de bem administrar um negócio, ano que vem se estará estendo aos Personal-trainers essas mesmas ferramentas, como empreendedores individuais, haja vista a abertura desse mercado, com as novas ofertas de empreendimento em que haverá a instalação de espaços para fitness, piscinas, quadras, e outros equipamentos promotores da melhoria da qualidade de vida, através das atividades físicas e de lazer.

PSIU DA TERESINHA ISOBER – Entramos na primavera, época de renovação e preparação para o próximo ano, tempo de avaliar o que já foi realizado e o que ainda falta finalizar, o que ficara para 2011, rever apontamentos iniciar o planejamento.

Nesta hora quem tem seu próprio negócio está avaliando o retorno dos investimentos, quais as prioridades para os próximos, seja investimento em equipamento, infraestrutura ou treinamento da equipe.

Para quem é funcionário ou empreendedor individual, seja informalmente como personal ou como intra-empreendedor que contribui dentro de um negócio com idéias e trabalho, sem arricar capital próprio as questões não são diferentes. Seja qual for a sua situação esta pergunta já rondou ou vai rondar seus pensamentos SERÁ QUE TENHO TALENTO PARA EMPREENDER?

Em várias oportunidades já detectei a insegurança que acomete muitos em momentos de “encruzilhada” em que se tem que tomar uma decisão que vai afetar a sua vida – O que devo fazer? Montar um negócio? Continuar como estou? Arriscar?

Na leitura do artigo abaixo publicado no site das pequenas empresas grandes negócios identifiquei um texto que explica de maneira simples e suscita o que já escrevi várias vezes:

O grande segredo do sucesso é montar uma boa equipe, ninguém é bom em tudo e uma Empresa é feita de “eus” que alinhados em volta de um objetivo colocam o seu talento, o seu melhor a disposição do grupo, seja como sócio ou como funcionário para o bem do conjunto. Reflitam sobre isto, boa leitura e ótima semana Abraço Teresinha Daninger Isobe www.isobe.com.br – www.infocc.com.br cursos – treinamento – consultoria

Qual é o seu perfil empreendedor?
Nenhum empreendedor é completo, mas as deficiências de cada um podem ser compensadas pelas qualidades de outras pessoas da equipe.

Por Marcos Hashimoto*

Você acha que todos os empreendedores são iguais? Você acha que algumas pessoas são mais empreendedoras porque carregam algumas características e outras não? Para ser empreendedor é preciso ser parecido com os empreendedores bem sucedidos? Será que existe um perfil empreendedor único? A resposta para todas essas perguntas é “não”.

A figura da pessoa que carrega em si todas as virtudes de sucesso não passa de um mito, o mito do empreendedor-herói, aquele que reúne tantas qualidades, possui histórias tão inspiradoras e únicas que você se sente a anos-luz de distância de qualquer um deles. Por isso, qualquer um tende a responder afirmativamente a qualquer das perguntas acima, assumindo que ser como um desses bem-sucedidos empreendedores é um sonho inatingível.

Bem, a verdade é que nenhum empreendedor é completo. Todos eles têm falhas, defeitos, problemas, como qualquer um de nós. Então, por que alguns são bem-sucedidos, e outros, não? O que existe, na verdade, são tipos diferentes de empreendedores. Eles podem ter um conjunto dessas características, mas não todas elas. Passo a discorrer a seguir sobre cada um desses perfis.

– O empreendedor-criativo. São empreendedores cheios de ideias, de imaginação fértil, grande capacidade de descobrir novos pontos de vista, enxergar o que ninguém vê, identificar oportunidades e pensar em soluções surpreendentes. São pessoas que possuem uma visão singular do mundo, que conseguem se adaptar facilmente às mudanças e que vivem no mundo da lua, sempre imaginando futuros brilhantes. Por outro lado, falta-lhes a visão pragmática, a capacidade de colocar suas ideias em prática, de partir para a ação e de engajar outras pessoas em seus devaneios.

– O empreendedor-administrador. São os empreendedores que pegam a ideia do criativo e analisam a viabilidade dessa ideia. Conseguem fazer um estudo minucioso, analisar o mercado, levantar informações, estruturar dados, fazer contas. São metódicos e detalhistas, são formais e organizados. Esse tipo de empreendedor, ao contrário do criativo, tem os pés muito bem fincados no chão, não se arrisca, tem uma visão bastante pragmática e objetiva. Precisa de bons argumentos para se convencer de algo e planos bem estruturados que prevejam o futuro. Eles s&atil de;o ótimos para elaborar planos de negócios, mas péssimos para colocar os planos em prática. Nessas situações, ele demora para dar o primeiro passo, acha sempre que o planejamento não está completo ainda, e acaba paralisado atrás de uma mesa.

– O empreendedor-realizador. São os que põem a mão na massa, querem ver a coisa acontecendo, querem ver resultados. São ágeis, dinâmicos, ativos, nunca têm preguiça, têm muita iniciativa e boa vontade, e estão sempre fazendo mil coisas ao mesmo tempo. São os primeiros a se apresentar quando algo precisa ser feito. Não conseguem ficar parados. O empreendedor-realizador é aquele que pega a ideia do criativo, que já foi analisada e estruturada pelo administrador, e faz acontecer. Ele é aquele que “carrega o piano”, mas não liga, até gosta, pois se sente útil e vivo. Esse perfil, por outro lado, tem dificuldade de pensar antes de agir, invariavelmente se vê refazendo as coisas porque não parou ao menos para ver as implicações de seus atos.

– O empreendedor-integrador é aquele que promove a união do grupo, a utilização de todo o potencial de cada membro, a integração de esforços em torno de objetivos comuns e a exploração da motivação intrínseca que mobiliza cada membro no projeto. São pessoas que servem de inspiração no grupo, reúnem a atenção em torno de si, conseguem engajar pessoas só pelo discurso e empatia. São hábeis em conhecer as pessoas e lidar com elas, também conseguem fazer com que cada um dê o máximo de si e organiza times em que seus membros se complemen tem uns aos outros. Podemos dizer que esse tipo de empreendedor é o líder da equipe, ou seja, nem todos os empreendedores têm perfil de liderança, apenas os empreendedores-integradores, um equívoco muito frequente.

– O empreendedor-promotor sabe se relacionar muito bem com pessoas, tanto quanto o integrador, porém não com a equipe interna e sim com a equipe externa, formada por parceiros, clientes, investidores, fornecedores, terceiros etc. Seu papel é vender a ideia para obter recursos (financeiros ou não) e apoio geral para a ideia. Podemos dizer que ele é o “vendedor” do grupo. Ele gosta muito de encontros sociais, fala bastante, tem muitos amigos, prefere fazer negócios em ambientes informais, cativa, envolve, influencia e articula muito bem seu discurso. O perfil promotor sempre vai ser requerido em qualquer projeto de natureza empreendedora. Porém são poucos que detêm esta habilidade. Normalmente, como são os que mais aparecem na imprensa, frequentemente se acha que o empreendedor tem obrigatoriamente esse perfil.

Por isso, podemos afirmar que qualquer empreendimento de sucesso conta com vários tipos de empreendedores. Uma pessoa pode ter mais do que um perfil, mas dificilmente concentra quatro ou cinco perfis. Essa conclusão desmistifica não só o mito do empreendedor-herói, mas também o mito do empreendedor lobo solitário, que pode se virar sozinho e de forma independente. Pelo contrário, o empreendedor precisa saber se aliar a pessoas que complementem suas deficiências. Empreendedorismo é sempre em equipe. Essa é uma das características comuns entre todos os empreendedores, a capacidade de trabalhar de forma integrada e harmoniosa dentro de um time.

Da mesma forma, dificilmente as pessoas p ossuem o mesmo perfil ao longo do tempo. Suas vivências e experiências vão proporcionando condições para enfatizar outros perfis com o tempo. Também é comum pessoas desempenharem perfis diferentes em contextos sociais diferentes. Às vezes o sujeito é criativo no futebol com amigos, integrador no ambiente de trabalho e realizador dentro de casa, e tudo bem ser assim.

Portanto, respondendo à pergunta do que diferencia pessoas normais de empreendedores, eu diria que todos podemos empreender, desde que saibamos usar bem as características do nosso perfil e, ao mesmo tempo, saibamos buscar fazer parcerias com pessoas que tenham perfis complementares ao nosso.

* Marcos Hashimoto é professor de empreendedorismo do Insper, consultor e palestrante (www.marcoshashimo to.com)

Fonte: O Estado – Coluna – Leopoldo Vaz 

We will be happy to hear your thoughts

Leave a reply

Compare items
  • Total (0)
Compare
0