Personal montam negócio de sucesso com cliente

Marmitar não é cafona: conheça a 2goBag, empresa que transformou bolsas térmicas em acessórios cool
IMG_5932_Karlos-Brasília-e-Gabi-Vianna-752x570
Parceria entre o personal trainer Karlos Brasília e a designer Gabi Vianna, a 2goBag cria bolsas de marmita estilosas.

Algumas parcerias são certeiras, mesmo as que começam num papo despretensioso. Um exemplo delas é a de Karlos Brasília e Gabi Vianna, os nomes por trás da 2goBag, uma loja de bolsas térmicas – “marmiteiras”, para os íntimos – com um toque fashion e acabamento caprichado. A amizade dos dois tem mais de 10 anos. Karlos, 37, era personal trainer de Gabi, 43, que ouvia as ideias empreendoras do amigo durante os treinos. A designer paulistana tinha seu próprio estúdio e chegou a ajudá-lo em alguns projetos. Nada oficial, só na camaradagem. Até “a” ideia surgir.

O profissional de educação física tinha uma loja de suplementos no bairro de Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. Depois de dois anos tentando se firmar por ali, o negócio estava limitado, ele empreendedor passou então a vender outros acessórios do universo fitness. Mas isso em nada diferenciava sua loja das demais na região, que hoje misturam nas prateleiras uma pequena variedade de roupas de ginástica, pesos e squeezes.

Karlos decidiu, então, apostar nos acessórios que encontrava em menor quantidade e qualidade no mercado: as bolsas térmicas. Pesquisou na internet, encontrou marcas gringas e resolveu importar alguns modelos. Os melhores vieram da marca americana Six Pack, a primeira inspiração da 2goBag. E como filão já tinha sido identificado, por que não testar um protótipo próprio?

A DIFÍCIL TRILHA DESDE A IDEIA ATÉ A SUA REALIZAÇÃO

Veio o primeiro obstáculo. Foram necessárias muitas visitas a fabricantes para encontrar um que chegasse ao nível de acabamento que Karlos procurava. Gabi acompanhava o processo à distância. Ela tinha criado o logotipo da 2goBag, mas ainda não havia mergulhado no negócio. “Eu já estava infeliz na minha área, trabalhei em agência e fazia comunicação corporativa. Tive meu estúdio de 2010 a 2013. E sempre dizia a ele que seríamos sócios quando ele quisesse, porque eu tinha um dinheirinho guardado. Mas quando ele finalmente me chamou, eu já não tinha mais o dinheiro”, diz Gabi, que hoje acha engraçado o timing da parceria.

IMG Screen-Shot-2015-12-26-at-1.37.48-PM-e1451144298255

Karlos bateu perna no bairro do Brás, próximo ao Centro de São Paulo, procurando alguém que pudesse fazer as primeiras bolsas. Mas, até então, eram modelos apenas funcionais, sem nenhum apelo fashion. As fábricas pequenas não acreditavam que uma bolsa para marmita pudesse fugir daquelas vendidas em lojas de brindes, segundo o empresário. “Até que finalmente consegui que um sapateiro de bairro fizesse a bolsa, com um desenho meu. Depois, encontrei uma fábrica de bolsas normais, e enfim deu certo”, diz Karlos. Este primeiro modelo – incluindo os testes para chegar ao ideal – custou 500 reais para o empresário. E é isso que ele conta como investimento inicial da empresa.

A loja de suplementos, ainda aberta, foi o ponto de venda das primeiras unidades, mas o site – feito por Karlos na unha, “recortando foto no PaintBrush” – não atraía clientes. “Foi aí que eu decidi chamar a Gabi para uma sociedade, só que o site acabou ficando melhor que o produto”, lembra o personal.

Começa aquela fase, também comum a novos negócios, em que ao se resolver um problema, cria-se outros, igualmente vitais para a saúde do empreendimento. As próximas mudanças no negócio seriam rápidas, quase no susto. No primeiro ano, em 2014, a operação da 2goBag dobrava a cada mês. Para não perder a qualidade dos produtos nem inchar demais a estrutura, os sócios tiveram até de frear a escalada. Levantar capital externo, abrir uma operação de crédito em banco? Isso estava fora dos planos. Eles optaram por reinvestir todo o retorno das vendas na empresa.

“No começo a gente queria ser totalmente virtual. Mas o estoque se misturava com o escritório. A gente chegou a ter quatro endereços, mas o espaço foi ficando apertado, porque a produção aumentou muito. Era como se a gente não conseguisse crescer no ritmo que as pessoas queriam. Aí abrimos o showroom”, diz Gabi.

Hoje, a loja é conhecida no bairro — e chama atenção pela vitrine com bolsas de tamanhos e cores diferentes, intrigando quem ainda não reconhece as marmiteiras que se parecem com bolsas de verdade. A confusão é positiva para a marca, que agora começa a ser mais explorada no mercado da moda, como diz Gabi:

“Por causa da nossa pegada fashion, muitas pessoas compram mais de um modelo. É uma forma de ampliarmos o tíquete de venda”

Mas a designer pega leve na hora sincronizar suas criações com certas tendências, porque o público da 2goBag, segundo ela, “vai da ascensorista, que leva o almoço todos os dia para o trabalho, até o pessoal de academia que controla a dieta para não comer na rua”.

A faixa de preço é abrangente, os modelos custam de 119 a 775 reais. O valor, para os sócios, é considerado um investimento pelos clientes, que já confiam na qualidade da marca. Gabi abre um número interessante: “Quase 70% das nossas vendas são pagas à vista e acreditamos que isso mostra credibilidade”. As três linhas produzidas atualmente são a 2goFashion, mais sofisticada; a 4All, mais despojada e a 2goSport, para situações casuais. Além disso, há a a 2goKids, desenvolvida especialmente para as crianças.

Por não ter capital de giro para contar com uma possível inadimplência, a 2goBag tomou uma decisão simples: vender seus produtos no atacado apenas no cartão de crédito ou à vista. “Se contasse com essa inadimplência, que pode chegar a 20%, meu produto ficaria muito caro”, afirma Karlos. E ele não parece querer mexer em time que está ganhando.

UMA EMPRESA ESSENCIALMENTE ENXUTA

Para simplificar ainda mais, não existe departamento financeiro. O negócio fica nas mãos de quatro funcionário, incluindo os sócios. Até agora, a montagem das bolsas é feita no próprio showroom. Karlos e Gabi recebem as bolsas do fabricante, e colocam a proteção térmica, além dos potes e copos que podem ser vendidos já dentro da marmiteira. E lá vão elas para mais de 200 lojas pelo Brasil.

A cada mês, a 2goBag vende cerca de 1 500 bolsas. Em 2014, com um ano de operação, o faturamento chegou a 1,8 milhão de reais. Este ano, eles esperavam fechar as contas com 2,5 milhões de reais. Enquanto isso, o maior laboratório da empresa, desde o início, são as redes sociais, principalmente o perfil no Instagram. É por lá que eles medem o sucesso de novos modelos e firmam parcerias com alguns – poucos, graças a experiências frustradas – blogueiros do universo fitness.

Os formatos dos modelos 2goBag também fogem do padrão de marmiteiras comuns. Esta sai por 499,99 reais. Os potinhos estão inclusos — e o forro interno é zebrado (acredite)

Oferecer um produto 100% nacional também é importante para o sucesso da empresa, acreditam os sócios. Ao contrário de bolsas vindas de países como a China, que podem custar menos mas também ter uma qualidade semelhante às vendidas em lojas de brindes aqui no Brasil, as peças da 2goBag têm uma garantia que os empreendedores consideram diferenciada.

“Às vezes nem peço para a pessoa devolver a bolsa, caso ele esteja com defeito. Mas nem 2% das bolsas apresentam defeito”, conta Karlos. Gabi diz ainda que uma parceria recente com o SENAI deverá reduzir esse número a zero, submetendo os modelos a teste de desgaste e capacidade térmica.

“Tudo o que aconteceu com a gente foi sob demanda. De repente começaram a aparecer revendedores e clientes pedindo por Instagram, WhatsApp”, diz Karlos. Ele e Gabi gostam de trabalhar com praticidade, e dizem colocar a sustentabilidade do negócio acima de tudo. “Temos flexibilidade de aumentar ou diminuir nossa produção sem precisar fechar as portas”, diz a designer. Mas o negócio não dá sinais de diminuir o ritmo. Pelo visto, muito mais gente do que eles imaginavam gosta de marmitar com estilo.

DRAFT CARD

Draft Card Logo

  • Projeto: 2goBag
  • O que faz: Bolsas térmicas com acabamento especial e coleções exclusivas
  • Sócio(s): Gabi Vianna e Karlos Brasília
  • Funcionários: 4 (incluindo os sócios)
  • Sede: São Paulo
  • Início das atividades: 2013
  • Investimento inicial: R$ 500
  • Faturamento: R$ 1,8 milhão (em 2014) e estimativa de R$ 2,5 milhões este ano
  • Contato: contato@2gobag.com.br

Créditos e maiores informações: Projetodraft.com  | Luisa Migueres

Parabéns a dupla pela visão da oportunidade, esse é mais um caso de uma parceria de sucesso entre os profissionais e seus clientes, temos acompanhado no Trainer Brasil outros cases onde o cliente se transforma em um “Anjo” para o Personal.

Anjo é o termo utilizado como investidor e sócio, pela intimidade, respeito e credibilidade da relação entre o Personal e seu cliente, tem surgido cada vez mais relatos como essa empresa de sucesso, onde o cliente inserido no mundo da atividade física, e sentido a transformação dos benefícios do exercício em sua vida, também passa a observar o potencial mercadológico do segmento, geralmente contando com os recursos financeiros, o cliente torna-se o investidor e o Personal o consultor técnico da sociedade.

Mas é preciso ao Personal uma boa visão do mercado, seu comportamento e tendências, para saber mapear uma boa oportunidade de investimento nesse mundo da boa forma e qualidade de vida, que vem se transformando a cada dia em desejos dos consumidores interessados em viver mais e melhor!

Qual será a próxima dupla de sucesso?

Boa sorte e sucesso aos candidatos ao mundo do empreendedorismo!

Fausto Porto
Equipe Trainer Brasil

We will be happy to hear your thoughts

Leave a reply

Compare items
  • Total (0)
Compare
0