Personal e academia são novos critérios na compra de imóveis

Academias tornam-se itens importantes para decisão de compra de imóveis

A tecnologia nos trouxe sim inúmeras facilidades e comodidades, mas também nos levou a uma perigosa rotina de sedentarismo. Segundo uma pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgada neste ano, entre 2002 e 2016 a taxa de inatividade no Brasil cresceu 15%. O mesmo levantamento aponta que 47% dos brasileiros não se exercitam o suficiente. Mas essa mesma tecnologia também nos tornou multitarefa e hoje temos ainda mais atribuições sociais e profissionais. Com isso, mantemos um dia a dia frenético, principalmente no que diz respeito à necessidade de locomoção, já que precisamos, ao longo do dia, estarmos em muitos locais diferentes.

Dessa forma, ir a uma academia acaba sendo um compromisso difícil de se cumprir. Por esses e outros motivos as academias de condomínios caíram no gosto das pessoas, e hoje, construtoras e incorporadoras investem cada vez mais nesses espaços. Aliás, muitos empreendimentos na capital oferecem áreas voltadas à atividade física de dar inveja a muitas academias profissionais. Um exemplo é o projeto do Horizonte Flamboyant, empreendimento de luxo que será construído em Goiânia, no Jardim Goiás, entre o Parque Flamboyant e a Praça das Artes e que contará com um andar inteiro voltado para a prática de exercícios físicos.


Foto: Divulgação

O Sky Club funcionará no 35º pavimento da torre residencial e terá cerca de 190 metros quadrados dedicados ao bem-estar e à saúde física e mental dos moradores. O espaço será entregue mobiliado com equipamentos de ponta. Segundo Alexandre Leite, arquiteto que assina o projeto arquitetônico do empreendimento, o projeto da academia irá aproveitar a vista aérea que será oferecida do 35º andar da torre residencial. “O público-alvo do Horizonte Flamboyant são famílias com filhos. Pensando nisso, levamos em consideração uma academia que oferecesse além da prática esportiva um momento de relaxamento. Ver o horizonte da cidade, não só ajuda a espairecer como relaxa”, explica o arquiteto. Ele destaca ainda a extensa área dedicada à academia, na grande maioria dos residenciais esses espaços chegam no máximo a 120 metros quadrados.

O profissional, que assina o projeto de vários outros residenciais de alto padrão na capital, avalia que os espaços dedicados ao bem-estar e lazer têm recebido cada vez mais prioridade nos modernos empreendimentos residenciais, pois, segundo ele, exercem grande peso na decisão de compra. “A academia é, juntamente com a piscina, item obrigatório em qualquer residencial, dos mais simples aos mais sofisticados”, destaca.

A constatação do arquiteto é compartilhada pelo especialista em mercado imobiliário e diretor da URBS RT Lançamentos Imobiliários, Ricardo Teixeira. De acordo com ele, nos últimos dez anos, com a entrada de uma nova geração ao perfil ativo de compradores de imóvel, novos valores e necessidades passaram a ser vistos como prioritários. “A academias, quadras esportivas, piscinas com raia estão se tornando itens obrigatórios. Ou seja, as pessoas hoje em dia querem quase tudo do que precisam por perto, e o lazer é uma dessas necessidades”, explica.

Segurança

Além da busca da comodidade, a procura pela segurança é outro aspecto que fez com que os empreendimentos se adequassem. “O aumento da insegurança pública também reforçou esse desejo de as pessoas buscarem o lazer dentro do próprio condomínio”, frisa o executivo imobiliário.

Ricardo Teixeira explica ainda que a proposta de compartilhamento também está cada vez mais presentes nos modernos empreendimentos residenciais, fazendo com os novos projetos destinem mais espaço as áreas comuns do que para as unidades habitacionais.

O ID Vida Urbana, da FR Incorporadora, – que será edificado na rua 5, no Setor Oeste, em Goiânia, é um bom exemplo dessa tendência no mercado imobiliário. O residencial, que também leva assinatura de Alexandre Leite em seu projeto, trará apartamentos menores, tecnológicos e alinhados com as tendências cosmopolitas. O empreendimento contará com um terraço dedicado ao bem-estar e prática de atividade física e contará com piscina com raia e borda infinita e academia com 157,25 metro quadrados.

Segundo Alexandre Leite, o projeto arquitetônico do ID leva em consideração o público-alvo do edifício que são famílias sem filhos, casais cujos filhos já casaram e pessoas solteiras. “Por esse motivo, colocamos a academia e a piscina na cobertura. O terraço do edifício funcionará como um grande centro de treinamento capacitado para as mais diversas atividades físicas, que poderão ser executadas em uma vista agradável e relaxante”, finaliza.

Novos oportunidades

Essa mudança dos empreendimentos tem feito profissionais da área de bem-estar, como educadores físicos, mudem também sua forma de trabalhar, trazem para os mesmos novas oportunidades. O personal trainer e professor de lutas, Will Almeida,32, que atua há 12 anos na área, destaca que essa mudança no perfil dos seus alunos iniciou há uns 10 anos com o que ele chama de “boom fitness”.

Há uns dez anos quando as informações sobre bem-estar, saúde e treinamento se popularizaram as pessoas, mesmo que muito ocupadas, passaram a buscar tempo – mesmo que à noite ou na madrugada para treinar. Primeiro buscaram as academias 24 horas, que por muito tempo se tornaram febre, mas depois passaram a procurar o conforto de não ter que sair de casa e otimizar o seu tempo – que está mais corrido e curto a cada dia”, explica.

Almeida destaca que as academias em condomínio são ótimas opções para atendimento de famílias, crianças e idosos. “Há uma facilidade com relação ao tempo de deslocamento e, muitas vezes, com relação ao fim da dependência para o deslocamento”, afirma ao justificar que crianças e idosos, muitas vezes, dependem de outras pessoas para levá-las às práticas esportivas.

O personal diz ainda que os condomínios estão investindo tanto em estrutura física quanto em equipamentos para atender a demanda. “Antigamente os equipamentos eram defasados e deixavam muito a desejar em relação às academias. Hoje não há diferença nenhuma. Há tecnologia, espaço, acessibilidade e várias áreas para uso”, avalia.

Créditos:

 

 

 

Por: Fernanda Cappellesso

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