As 15 principais tendências de tecnologia para 2018

Não, não vamos falar de bitcoin.
Veja quais são as principais áreas onde a inovação dará as caras muito em breve

modelo de propriedade de carros está começando a mudar, e a corrida pela inteligência artificial já começou. Os pets estão cada vez mais conectados com a tecnologia, e a prática de atividades físicas começa a sair das academias. Essas são algumas tendências que, segundo a empresa de inteligência de mercado CB Insights, vão moldar a indústria de tecnologia em 2018.

SAIBA MAIS

Hoje, empresas de todos os setores, e não apenas as gigantes da tecnologia, estão comprando e investindo em startups como uma forma de “terceirização da inovação”. “É tudo parte de um movimento de todas as indústrias para desenvolver produtos e serviços de base tecnológica”, avalia a CB Insights. Confira o que elas estão preparando para 2018:

  1. O futuro fitness está se afastando da academia

O mundo fitness está mais tecnológico e acessível. Graças a algumas tendências, para se manter em forma, uma pessoa não precisa mais ir à academia. Em primeiro lugar, estão os dispositivos conectados, como bicicletas que acompanham o desempenho do usuário. Outra tendência é o compartilhamento de vídeos ao vivo com amigos ou com um personal trainer, ou ainda de aulas de ginástica para que as pessoas acompanhem em casa.

  1. Os carros se tornarão um serviço por assinatura

O usuário paga um valor mensal e dirige o carro quanto quiser. O pacote geralmente inclui seguro e manutenção. Tanto as grandes empresas automobilísticas quanto as startups estão desenhando modelos de “assinatura” para veículos. É uma aposta de que o modelo de negócio da indústria automobilística no futuro será completamente diferente, já que muitos consumidores não se importam mais em ter a propriedade de um carro. Eles querem usá-lo sem ter de lidar com dores de cabeça comuns a donos de veículos.

  1. Uma corrida global pela supremacia em chips para inteligência artificial

Em 2017, houve uma verdadeira explosão de aplicativos de inteligência artificial, desde os que reconhecem rostos até os que detectam doenças. Mas quais serão os chips que suportarão o processamento dessa tecnologia? China e Estados Unidos estão em uma corrida para despontar nesse segmento. Hoje, a empresa líder em chips para processamento de inteligência artificial é a americana NVIDIA.

  1. O crescimento de comunidades online

Vídeos ao vivo já eram populares, mas eles não eram exatamente interativos. Mas o recente sucesso da HQ Trivia indica o que está por vir em 2018. O videogame em tempo real é transmitido duas vezes por dia, uma vez pela manhã e uma vez de tarde, desafiando jogadores a entrarem e a responderem a perguntas de forma rápida por um prêmio em dinheiro. O aplicativo, que está disponível apenas para iOS, alcançou o recorde de 200 mil usuários simultâneos em dezembro. São milhares de estranhos que usam o intervalo para café, almoço, ou o tempo que passam no ônibus ou no metrô, para compartilhar uma experiência online. Estávamos esperando esse momento já há algum tempo, e parece que há outras tentativas similares.

  1. Uma grande repatriação de recursos de empresas de tecnologia dos EUA

Uma lei fiscal dos Estados Unidos permitirá que grandes corporações levem de volta a suas sedes os lucros obtidos em outros países a uma taxa de imposto menor, de 15,5%. Para empresas como Apple, Oracle, Alphabet e Microsoft, isso permite a repatriação de bilhões de dólares. O que as empresas farão com esse dinheiro? Há muitas oportunidades: desde recompra de ações a fusões e aquisições, passando por investimentos internos ou em startups. A Apple, em particular, tem um grande volume de recursos no exterior. São US$ 252 bilhões.

  1. Fusões, aquisições e parcerias internacionais chamam a atenção dos reguladores

Ainda que a indústria de tecnologia muitas vezes se comporte como se não houvesse fronteiras, isso está mudando. Em 2017, o governo norte-americano barrou dois acordos com empresas estrangeiras envolvendo companhias de semicondutores e a China. O mais recente foi o bloqueio da aquisição da Semiconductor Corporation por um investidor chinês. Em comunicado, a Casa Branca listou algumas das razões para o bloqueio: as conexões com o governo chinês, a transferência de propriedade intelectual e o fato de a tecnologia ser usada pelo exército dos Estados Unidos. As tensões geopolíticas estão ditando o formato dos acordos.

  1. As pessoas passam a levar a cibersegurança a sério

Escândalos envolvendo Equifax, Uber e Yahoo, os grandes ataques hackers de 2017, mostraram que há pouca garantia de que uma empresa possa proteger os dados de seus consumidores. E, uma vez vazados, as informações são praticamente impossíveis de rastrear. Com isso, muitos internautas começaram a buscar serviços e programas que os ajudem a manter seguros seus dados.

  1. Computação em nuvem paga por segundo

Há alguns meses, a Amazon criou um sistema de cobrança por segundo para alguns serviços de sua divisão Amazon Web Services. Isso significa que os usuários podem acessar ferramentas específicas por um preço baixo. Isso, claro, teve repercussão na indústria como um todo. Rapidamente o Google seguiu a Amazon, criando um modelo similar para mais serviços na nuvem. Recentemente, outras empresas especializadas fizeram o mesmo.

Foi criado um precedente para uma tendência maior: empresas de computação em nuvem estão tentando lançar serviços acessíveis aos usuários que não podem pagar muito, como pequenas empresas e empreendedores. Por que isso é importante? O pagamento por segundo, de acordo com a CB Insights, é a mais recente manifestação da democratização e fragmentação do acesso a ferramentas potentes.

  1. O futuro fitness está se afastando da academia

O mundo fitness está mais tecnológico e acessível. Graças a algumas tendências, para se manter em forma, uma pessoa não precisa mais ir à academia. Em primeiro lugar, estão os dispositivos conectados, como bicicletas que acompanham o desempenho do usuário. Outra tendência é o compartilhamento de vídeos ao vivo com amigos ou com um personal trainer, ou ainda de aulas de ginástica para que as pessoas acompanhem em casa.

  1. Pílulas inteligentes que fazem diagnósticos

Em novembro, a FDA (órgão do governo americano para regulação de alimentos e medicamentos) aprovou a venda da primeria pílula inteligente do mercado. O produto é uma versão com sensores de um remédio para esquizofrenia e transtorno bipolar chamado Abilify. O remédio sinaliza quando foi ingerido, e a informação é enviada ao paciente, ao médico ou ao cuidador responsável. A Abilify é um medicamento bastante vendido nos Estados Unidos, ela já alcançou US$ 7 bilhões em vendas no ano. Outras pílulas inteligentes, especialmente as que têm câmeras e que podem ajudar a fazer diagnósticos, já foram testadas recentemente.

  1. Produtos tecnológicos para pets

Em 2015, a Samsung lançou a Dream Doghouse, uma casinha tecnológica para cachorros, com um aparelho para alimentar automaticamente o pet, um tablet, grama falsa e uma piscina para hidroterapia. Este ano, o mercado de produtos tecnológicos para animais de estimação cresceu. A startup ZenCrate criou um dispositivo que toca música em momentos específicos para acalmar os cachorros e tem um ventilador ativado por movimento. Conectado à rede wifi, ele pode coletar e transmitir dados. Outras empresas vão além, como uma chamada Tesla Technology, de Hong Kong (não, não é a Tesla de Elon Musk), que criou uma casinha de cachorro equipada com um banheiro com descarga, temperatura regulada e jogos. A companhia de Hong Kong também criou um computador de tela pequena com câmera HD e microfone que tem aplicativos para aliviar a ansiedade dos bichinhos que ficam muito tempo sozinhos.

Varejo invade novos espaços

As pessoas estão comprando menos em lojas físicas. Boa parte das vendas migrou para a internet. Na próxima fase, as lojas físicas provavelmente serão mais descentralizadas, saindo das grandes lojas convencionais e de shoppings para novos nichos. Pense em lojas sem atendentes, em produtos que chegam de Uber na sua casa e em máquinas. Pode parecer estranho, mas em novembro o Walmart pediu a patente de um serviço que atuaria como uma loja sem atendentes dentro da sua casa. Os produtos seriam entregues provavelmente por um drone, em uma entrada específica. Sensores detectariam quais produtos foram retirados da prateleira, cobrariam o consumidor e programariam o abastecimento.

A empresa Bodega está tentando algo similar, um quiosque automatizado, que poderia ser instalado em prédios comerciais ou em espaços de coworking.

  1. Hologramas se tornam um formato de realidade aumentada

A realidade aumentada está começando a criar aplicações reais para hologramas e a responder a algumas questões de como implementar essa tecnologia. Uma possibilidade é projetar hologramas a partir de smartphones — algo que a Apple já começou a explorar. A empresa já registrou a patente de uma tecnologia que poderia projetar imagens no ar. O novo sistema operacional da companhia também permite que desenvolvedores criem aplicativos de realidade aumentada para iPhone e iPad.

Outras empresas estão explorando a realidade aumentada e os hologramas, como a Magic Leap, que pretende lançar um produto capaz de projetar hologramas em 2018. Já a Lightform está trabalhando em um computador que permita projetar hologramas em qualquer superfície.

Enquanto isso, as aplicações para a realidade aumentada também estão aumentando. A empresa Zebra Imaging criou uma funcionalidade para treinar militares e profissionais de inteligência. A companhia também usa mapas holográficos em 3D para coordenar esforços de ajuda após desastres.

  1. As impressoras 3D deixam de ser novidade e se tornam uma ferramenta essencial para a indústria

Quando os primeiros objetos criados por impressoras 3D foram lançados, tinham um objetivo distante: a tecnologia poderia ajudar a substituir as cadeias de produção longas e espalhadas. A promessa era reduzir os custos com pessoal, eliminar erros humanos, diminuir os resíduos e eliminar os gastos com transporte. Graças à adoção das impressoras 3D por grandes varejistas e fabricantes de equipamentos, esse sonho está se tornando uma realidade.

  1. A tecnologia ajuda a melhorar o cuidado com idosos

A tecnologia começou a ser usada em peso no cuidado com idosos. Várias empresas já lançaram robôs de companhia. Eles podem ajudar a lembrar de tarefas como a consulta ao médico ou o horário de tomar um remédio. Mas eles ainda não conseguem entender “aberrações” de comportamento — quantas vezes uma pessoa precisa comer ou ir ao banheiro? O que uma mudança de comportamento significa? É aí que entram as tecnologias de vigilância, com sensores que catalogam e analisam as atividades diárias dos idosos.

  1. Grandes empresas de tecnologia atuando no setor imobiliário

O crescimento de empresas de tecnologia está começando a mexer nos preços das moradias pr15óximas às suas sedes. O custo subiu tanto que algumas companhias precisam dar auxílio aos funcionários para que eles possam pagar o aluguel. Com a baixa disponibilidade de moradias, as grandes companhias de tecnologia estão impulsionando uma crise de habitação. Como resposta, estão construindo casas próprias. Em julho de 2017, o Google gastou cerca de US$ 30 milhões para comprar 300 casas pré-fabricadas para seus funcionários. No mesmo mês, o Facebook também revelou seus planos para um campus em Menlo Park, na Califórnia.

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Créditos:  Época NEGÓCIOS

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