Aplicativos ameaças ou oportunidades, veja a opinião de Cristiano Parente

Profissionais da educação física e os apps, por Cristiano Parente


(Imagem Ilustrativa) – Foto: PxHere

por Cristiano Parente (*)

Apesar de muitos profissionais mostrarem-se preocupados e concorridos com a evolução da tecnologia e o surgimento dos aplicativos para as áreas de saúde, considero que, além de inevitável, trata-se de um belo sinal de que há mercado pela frente. Isso porque certamente as várias empresas envolvidas não investiriam milhões de dólares caso esse mercado não fosse promissor.

Como contraponto, muitas são as pessoas que questionam se a criação desse aparato tecnológico é errada, se traz risco para a saúde ou até se podem se transformar em problema para os profissionais que prestam esse tipo de serviço. Penso, entretanto, que risco para a saúde é ter 96% da população sedentária, sem fazer nada, justamente por culpa da Educação Física e de seus professores e profissionais.

Durante anos, eles causaram confusão com relação à Educação Física e ao Esporte, rendimento/estética com saúde, gerando o bullying nas escolas, nas academias e nas redes sociais, vendendo exercício como “sangue, suor e lágrimas” ou vendendo seus corpos como garotos e garotas de programa.

São esses professores e profissionais que trabalharam de forma excludente com esses modelos errados e agora ficam chorando quando os aplicativos tentam trazer as pessoas de volta.

É preciso pensar diferente. A vinda dessa tecnologia é excelente para a profissão porque auxilia o trabalho dos bons profissionais, eliminando a parte mecânica e com pouca demanda cognitiva das tarefas do treinador. E fica melhor ainda, porque elimina os profissionais ‘toscos’ do mercado, que têm o “QI” igual ao de um aplicativo, e que podem ser substituídos por ele, pois afinal, o máximo que fazem é dar ordens, contar até dez e mandar sentar em outra máquina.

Montar sequência de exercícios é tão fácil que até um app ou um estagiário com pouca experiência faz bem. O diferencial do profissional do futuro são as ciências humanas e as relações pessoais. Isso, ninguém tira dos seres humanos e dos bons profissionais.

A tecnologia avança e vem para ficar. A choradeira é dos incompetentes. Os bons estão amando e saberão usá-las para aprimorar ainda mais o já excelente trabalho que presta.

(*) Cristiano Parente é professor e coach de educação física, eleito em 2014 o melhor personal trainer do mundo em concurso internacional promovido pela Life Fitness. É CEO da Koatch Academia e do World Top Trainers Certification, primeira certificação mundial para a atividade de educador físico.

 

 

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