1º de setembro marca o Dia do Profissional de Educação Física.

Hoje é dia de celebrar a atividade física!

Instituído pela Lei Federal nº 9696, o Dia do Profissional de Educação Física é celebrado no Brasil no dia 1º de setembro com o objetivo de valorizar o entendimento das várias modalidades que englobam esta profissão. O caráter de versatilidade dos profissionais da contemporaneidade também chegou à categoria que hoje não só atua em academias ou como personal trainer, mas está integrando equipes multidisciplinares de saúde, atuando também em ambientes hospitalares. Para saber mais sobre a profissão e os benefícios e cuidados com a prática de exercícios físicos, o iSaúde Brasil conversou com o coordenador do curso de Educação Física da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, professor Clarcson Plácido.

Saúde Brasil – Em que a formação do profissional de Educação Física com foco na saúde se diferencia da tradicional licenciatura em Educação Física?

Clarcson Plácido – A formação do licenciado está para atuação nas áreas formais como, por exemplo, as escolas, enquanto que a formação dos bacharéis os habilitam para atuar em todos os campos fora do ambiente escolar, a exemplo de academias, clubes, assessorias esportivas, condomínios, personal trainer.

iSaúde Brasil – Como está o mercado para quem acaba de se formar?

Clarcson Plácido – O mercado para o profissional de Educação Física é versátil e há alguns anos vem crescendo. Com a conscientização da população sobre a importância da pratica regular de atividade física, o aumento da demanda vem dinamizando as formas de ofertas de serviços na área e isso possibilita maior empregabilidade para os que estão saindo dos cursos de graduação.

iSaúde Brasil – Com o mundo cada vez mais sedentário, como fazer para que as pessoas incluam a atividade física no seu dia a dia?

Clarcson Plácido – É necessário investimento em programas e/ou políticas que possibilitem que a população mude o seu comportamento sedentário. Apenas informar à população não traduz grandes efeitos de mudanças. É preciso educar e, sobretudo, investir em políticas de acesso à prática de atividade física para crianças e adolescentes para que as futuras gerações possam mudar a trajetória dessa estatística.

iSaúde Brasil – Hoje, muitas pessoas que não têm formação criam canais nas redes sociais onde compartilham exercícios prometendo “milagres” em pouco tempo. Como os órgãos da classe vêm atuando no sentido de fiscalizar essas pessoas?

Clarcson Plácido – É muito difícil para os órgãos de classe cobrir todos os canais nas redes sociais, pois a rede é muito ampla. Contudo faz-se de suma importância que os profissionais de Educação Física passem a exercer esse papel de fiscalização e com isso denunciem tais condutas inapropriadas por parte de pessoas que exercem ilegalmente a profissão. Somente com essa parceria e senso de responsabilidade e contribuição os órgãos de classe poderão se articular para coibir todas as ações ilícitas.

iSaúde Brasil – Como o público leigo pode se prevenir no sentido de não realizar esses “planos” não profissionais?

Clarcson Plácido – A sociedade precisa munir-se de informações sobre a habilitação e qualificação dos profissionais para que não seja enganada e, assim, colocar a sua saúde em risco.

iSaúde Brasil – Qual a diferença de educador físico para profissional de Educação Física? Qual a missão de cada um deles?

Clarcson Plácido – O termo “Educador Físico” não reflete em nenhuma instância as competências que desenvolvemos durante a nossa formação, etimologicamente por questões obvias. Contudo nos dá legitimidade no que se refere a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), mas acredito que o melhor termo para nos representar ainda seria “Professor de Educação Física”, pois a esse termo melhor se direciona o nosso objeto de estudo e a nossa representatividade perante a sociedade. Não há missão que diferencie os dois termos, pois um deles não existe e é erroneamente proferido.

“O profissional de educação física não está habilitado a prescrever suplementação e caso essa atitude seja presenciada e confirmada, ele estará incorrendo em exercício ilegal da profissão…”

iSaúde Brasil – O profissional de educação física pode passar receitas de suplementação? Como se dá sua atuação em relação a outros profissionais da saúde?

Clarcson Plácido – O profissional de educação física não está habilitado a prescrever suplementação e caso essa atitude seja presenciada e confirmada, ele estará incorrendo em exercício ilegal da profissão, pois essa competência cabe aos nutricionistas. É reservado ao profissional de educação física a atuação junto a outros profissionais de forma multidisciplinar no intuito de prover estratégias para planejar e executar programas de atividade física.

iSaúde Brasil – Qual a atuação desse profissional no ambiente hospitalar?

Clarcson Plácido – Nos grandes centros do Brasil a presença do Profissional de Educação Física há alguns anos já pode ser vista e com atuações relevantes, principalmente em programas de reabilitação. Essa é uma área de atuação ainda discreta e que precisa ser melhor explorada pelos, por meio de uma maior capacitação para atuação nesse ambiente.

iSaúde Brasil – Afinal, a prática de atividade física ajuda no emagrecimento?

Clarcson Plácido – A atividade física é importante pois promove adaptações no organismo humano que irão auxiliar no processo de emagrecimento, contudo é imprescindível modificações nos hábitos alimentares para que se alcance tal objetivo.

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